Are you ok?

Quando o sono bateu logo na metade daquele post, eu acabei me tocando para algo, a princípio, um tanto quanto sádico, mas verdadeiro: “As biografias perdem muito do seu interesse quando já não há mais tragédias, e todo aquele individualismo marginal e hedonista, típico dos escritores subversivos e niilistas por excelência, é substituido por conversas massantes no estilo “juntos conseguiremos; eu acredito no amor; etc etc”. Tempos atrás aquilo era instigante, agressivo na medida certa, e agora não existem mais dificuldades, os dilemas culminantes, a falta de apetite e o humor pungente; os erros cometidos por dúvidas atrozes e talvez o excesso de álcool; o sexo culposo; sem mais remorsos e mentiras compulsivas para encobrir a tristeza, a pena de si próprio ao tentar conter o choro copioso; não se vêem mais os lençóis manchados, nem mesmo amassados devido à falta de sono… A emoção e o sentimento intensos esvaecem e a vida beira a perfeição.

Enfim. Claro que ler sobre prosperidades alheias soa lindo, inspira ao arco-íris interior e à busca pela mesma felicidade… mas não desperta mais a mesma comoção… não em mim. A verdadeira beleza é subversiva, e sei muito bem que se, um dia me deparar entre meu bom Henry Miller e algum floreio de Martha Medeiros, meus instintos não vão negar uma putaria bem escrita.

And now: paracetamol e cafeina.

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